Oposicionista surpreende e diz que aprova a gestão de Ricardo Coutinho

0


Após se dizer da ‘oposição originária’ ao governador Ricardo Coutinho (PSB), por estar nesta posição desde o ano de 2011, Raniery Paulino (PMDB) afirmou hoje que aprova a gestão do socialista a frente do Governo do Estado. Segundo ele, há muitos pontos a se elogiar em Ricardo Coutinho, mas também a criticar. Paulino também falou sobre a política nacional, disse que o presidente interino, Michel Temer (PMDB), representa um sopro de esperança para a população, mas afirma que o ideal seria a realização de novas eleições.

Raniery Paulino é o único parlamentar em exercício na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) no momento, que faz oposição a Ricardo Coutinho. Seu partido se aliou ao socialista no segundo turno das eleições de 2014 e ele manteve-se na oposição. Hoje, no entanto, ele disse que embora a “intransigência” continue sendo uma marca do governador, o seu segundo governo tem realizado boas ações para a população.

“Minha atitude (manter-se na oposição) foi um complicador. Mas quem apontou as falhas, quem argumentou pontos negativos do governo especialmente na primeira gestão fui eu. Então não podia aderir a ele no 2º turno. Mas ninguém é de todo bom ou todo ruim. A Defensoria Pública se manteve da mesma forma. Há um ranço desnecessário do governador com os defensores. Com a questão do reajuste dos servidores também. A intransigência ainda é uma marca muito contundente deste governo“, disse,

Apesar disso, ele afirmou que aprova a gestão. “Eu aprovo a gestão de Ricardo, mas há pontos que devem ser colocados. A gestão tem pontos que merece destaque. Em Guarabira eu queria que ele fizesse o que está fazendo em Mamanguape. Queria que ele olhasse para Guarabira como ele está olhando para a Capital. Mas não aprovo o Parque de Exposição de Guarabira estar caindo, por exemplo… Ricardo está em débito com Guarabira”, explicou.

 

Parlamentar diz que Temer é “sopro de esperança”, mas sugere novas eleições

Raniery Paulino afirmou que o momento atual é de instabilidade econômica e institucional, sobretudo de desconfiança das pessoas em relação aos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e até mesmo com a imprensa. Segundo ele, no entanto, a gestão interina de Michel Temer (PMDB) tem demonstrado possibilidade maior de diálogo com as demais esferas e humildade para reconhecer erros, o que dá um “sopro de confiança” na população.

“Vejo em Michel Temer a humildade de reconhecer os equívocos que cometeu logo no inicio e espero que ele reconheça outros e possa reparar. O fim da CGU, por exemplo, é um ato que pode ser revisto. O que eu tenho visto é que nestes pouquíssimos dias ele tem dialogado mais com a sociedade, com as instituições. Talvez o que tenha em Michel Temer e que Dilma perdeu é a credibilidade de poder dialogar. O momento hoje é de diálogo. Temos que restabelecer o diálogo institucional”, afirmou.

No entanto, para ele, o ideal mesmo seria uma reforma política e a realização de novas eleições. “Esta não é uma decisão simplista. A Constituição requer alguns pressupostos para que isso aconteça. Diante do quadro hoje a presidência e o vice deveria renunciar. Mesmo afastada, Dilma é a titular. Talvez seria o grande sopro de renovação das esperanças. Podia ser até eleições gerais. Eu sempre defendi a reforma política. Realmente acho que precisa é de uma reforma eleitoral consistente para termos um sistema eleitoral sério, que vai melhorar inclusive todas as reformas, porque vai ser eleito de forma mais representativa da sociedade. Nova eleição seria interessantíssimo, mas não é uma decisão simples”, disse.

 

Comments are closed.