Marcelo Odebrecht deixa o cárcere e passa à prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica

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Após dois anos e meio preso na carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, o empresário Marcelo Odebrecht foi liberado no meio da manhã desta terça-feira (19) para cumprir prisão domiciliar. O benefício é um dos acordos de sua delação premiada firmada com a Justiça no âmbito da Operação Lava Jato.

O ex-presidente do Grupo Odebrecht deixou Curitiba em avião particular rumo a São Paulo capital. Sob o monitoramento de tornozeleira eletrônica pelos próximos sete anos, o empresário terá que pagar mensalmente o valor de R$ 149,00 pela manutenção do equipamento à Justiça Federal do Paraná.

O prazo foi determinado no acordo de delação premiada firmado entre ele e a Justiça. Além disso, Marcelo  terá de pagar multa de R$ 73,3 milhões. Ele também não poderá acompanhar e nem participar de eventos ou festas, mesmo dentro de sua residência.

Suas visitas estarão restritas a familiares, advogados e 15 pessoas predeterminadas, que integrarão uma lista que será entregue pela defesa à Justiça. Nos próximos dois anos e meio, Marcelo terá direito a duas saídas de casa, em datas ainda não confirmadas.

A prisão domiciliar será pelos próximos dois anos e meio. Após esse prazo, ainda com tornozeleira eletrônica, ele terá direito à progressão de regime e poderá sair de casa, mas deve se recolher durante a noite e aos fins de semana e feriados. Também deverá prestar 22 horas mensais de serviço comunitário.

Marcelo Odebrecht foi preso durante a 14ª fase da Operação Lava Jato, em 2015, e já foi condenado a 31 anos e 6 meses de prisão em dois processos, pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Junto com sua delação premiada,  participaram outros 76 executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht. Os acordos foram fechados após muita resistência por parte de Marcelo Odebrecht. As negociações se arrastaram por nove meses.

Congresso em Foco
Foto: Reprodução da Internet

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