Maranhão evita tratar sobre possível punição a Veneziano, mas defende diálogo e mudanças no texto da Previdência

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Mesmo ausente da reunião da Executiva Nacional do PMDB que deliberou pela punição dos parlamentares que votarem contra a proposta do Executivo de reforma da Previdência , o senador José Maranhão não se isentou de dar uma opinião em relação à matéria. Em entrevista ao Blog do Gordinho, nesta quinta-feira (07), o senador disse discordar da postura do partido e defendeu mais diálogo interno para evitar desgastes na legenda, além da obtenção de um texto passível de aprovação na Câmara Federal.

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Maranhão, que informou não ter participado da reunião por conta de uma consulta médica, declarou que teve conhecimento da intenção da legenda em um encontro anterior. “A minha opinião é a de que o partido deveria esgotar a alçada no sentido de procurar convencer os integrantes a se alinharem à orientação partidária. Mas esse é um ponto de vista meu. O da Executiva foi diferente”, ponderou.

O presidente da sigla na Paraíba destacou que, apesar da estratégia do Governo para conseguir apoio ao texto da reforma, ela precisa se tornar mais palatável e, para isso, necessita de algumas modificações nas questões dos prazos estabelecidos. “Eu acredito que isso vai acontecer no curso do debate e na discussão, quando ficar mais claro que, dá forma como está, dificilmente ela terá sucesso, mesmo o Executivo fazendo um grande esforço. Acho que haverá emendas, e essas emendas podem corrigir as falhas que estão tornando a reforma mais difícil na base do governo”.

Em relação ao caso concreto do deputado Veneziano Vital do Rêgo, que anunciou voto contrário e já foi punido pelo partido em outros casos antes, o senador afirmou que não gostaria de dar opiniões subjetivas e qualificou as decisões de Veneziano como de foro íntimo. “Não vou dar opiniões sobre isso até porque não teria o menor sentido fazer esse tipo de abordagem através da imprensa”. Ele acrescentou que, dentro da bancada da Paraíba, deve haver poucas divergências e que o PMDB ainda pode entrar num consenso. “O voto dos parlamentares poderá se adequar à reforma, se a reforma se adequar ao pensamento dos parlamentares”, concluiu.

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