FHC diz que impeachment ‘não é golpe’ e ‘não resta outro caminho’

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Em vídeo publicado nesta quinta-feira (31), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirma que o impeachment da presidente Dilma Rousseff “não é golpe” e que “não resta outro caminho”.

“Nós custamos muito a criar uma Democracia. Estamos consolidando essa Democracia”, afirmou. “Diante da incapacidade do governo de governar, de flagrantes abusos que ferem a nossa Constituição, praticador reiteradamente por aqueles que detêm o poder, infelizmente, não resta outro caminho marcharmos pelo impeachment. Não tem nada a ver com golpe, é um remédio constitucional”, afirmou.

O vídeo faz parte da estreia do novo portal do Instituto Teotônio Vilela, centro de estudos e formação política do PSDB, que foi lançado nesta quinta.

FHC diz ainda que o Brasil “vive momentos extremamente difíceis” e defendeu a continuidade da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga desvios na Petrobras. “O preço do acordo não pode ser acabar com a Lava Jato. A Lava Jato é parte do processo democrático. Ele vai continuar, dentro da regra. Se houver abusos, há tribunais capazes de conter os abusos. É importante que continue.”

O ex-presidente afirmou ainda que esse processo “dramático” ocorre por “erros do governo petista, nos levaram ao caos que estamos na economia, nos levaram a essa indecisão na vida política, por incapacidade de serem hegemônicos, ou seja, de mandarem em tudo, de não respeitar o outro. Nós não queremos o impeachment para desrespeitar o outro”.

FHC ainda diz que “as pessoas que sofrem eventualmente o impeachment não são criminosas, não têm uma penalidade, não se trata de um processo penal, é um processo político pelo incapacidade demonstrada pelo governo de governar e para tentar governar, infringir a Constituição”.

Nesta quinta, a comissão especial criada para analisar a abertura de impeachment na Câmara dos Deputados ouviu a defesa de Dilma. O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou que o governo fez o “maior corte da história” em 2015 e não pode ser acusado de cometer crime de responsabilidade nem “irresponsabilidade fiscal”.

G1

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