Em Cajazeiras, Aldemir faz balanço de gestão e vereador dispara: “Parecia político derrotado em fim de carreira”

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O vereador da oposição Rivelino Martins  (PSB) criticou duramente a coletiva de imprensa prestada pelo prefeito de Cajazeiras, José Aldemir (PP), concedida na última quinta-feira (28). Através de nota, Rivelino afirmou que o evento mais parecia com uma “entrevista de um político derrotado em fim de carreira”.

Leia na íntegra:

A entrevista coletiva, ocorrida no dia 28 de dezembro, no Centro Administrativo Municipal, que tinha como pauta prestar contas e fazer um balanço do primeiro ano de gestão da administração do Prefeito José Aldemir Meireles, parecia mais uma entrevista em fim de carreira de político derrotado. Secretários chegavam atrasados, faltavam vereadores da base aliada, boicote de sites e TV, sem uma apresentação estratégica e com várias intervenções da Secretária de Saúde do município de Cajazeiras; findou sendo assistida por alguns “gatos pingados” da própria gestão. Evento que teve a cara do governo, a cara de uma gestão que não demonstra futuro, que não tem unidade política. Um governo sem comunicação, ficando como atribuição ao próprio prefeito, passar uma euforia que nos reporta a um adágio popular: “Mesma euforia do sapo que come o ferro quente, dura pouco.” Mas segundo Zé, o prefeito, é uma equipe de governo perfeita.

As grandes obras prometidas na campanha eleitoral e decantadas por sua trupe durante todo o ano tiveram que ser justificadas e prometidas para 2018, com desculpas e justificativas vazias que o primeiro ano de gestão fora para organizar a casa e limpar o nome do município do CAUC. É imperioso afirmar que a gestão encontrou uma máquina organizada, com dinheiro em conta: repatriação de recursos próximos a dois milhões de reais e contou ainda com a venda da folha de pagamento à Caixa Econômica Federal pelo valor de dois milhões e cem mil reais. Afinal, que dificuldade financeira ele realmente encontrou?

A promessa de pagar os servidores dentro do mês trabalhado, pinoteada nos palanques e debates eleitorais, se transformaram em atrasos salariais que ultrapassaram cinquenta dias sem que os funcionários recebessem seus vencimentos. Por fim, anunciaram uma tabela do pagamento do mês de dezembro que contempla pouco mais de vinte por cento do funcionalismo. Tá certo?

As festas de Carnaval e Xamegão, gratuitas, prometidas pelo prefeito que seriam parceria da iniciativa privada, se transformaram em denúncias de superfaturamentos e gastos exorbitantes que ultrapassaram oitocentos mil reais e levaram o município ao colapso financeiro. As comemorações de emancipação política e festa de final de ano, prometidas no início do governo, ficaram apenas em promessas vãs.

O edital de cumprimento à Lei Cultural 1.891/2010, FUMINC, no valor de cento e trinta mil reais, encontra-se em atraso, sem pagamento, sem perspectivas. Apenas a voz dos artistas clamando por sensibilidade do gestor e cobrando o dinheiro.

O Instituto de Previdência Própria Municipal, IPAM, padece de zelo, respeito e repasses do patronal, que durante o ano de 2017 acompanhamos as retiradas e mais retiradas do saldo em caixa do Instituto, retiradas essas, próximas a cinco milhões de reais.

O governo que prometia probidade e honestidade, fazendo inclusive agressões e insinuações à gestões passadas, que tiveram operações desencadeadas pela Polícia Federal, viu suas licitações serem canceladas pelo Tribunal de Contas do Estado: licitação da coleta de lixo, licitação de medicamentos, licitação para realização de concurso público. Se isso não bastasse, acompanhamos denúncias de empresário sobre licitações com preços exorbitantes, que levam a gestão a servir de chacota no estado inteiro e que não tiveram o cuidado de licitar itens muito acima do valor de mercado (ovos a R$ 4,40 a unidade).

Uma gestão que não zela pelos recursos públicos, já tão escassos, contratando e nomeando pessoas, a toque de caixa, além de engordar os contracheques dos apadrinhados mais próximos com gratificações acima do permitido, beirando a irresponsabilidade de um gestor que, das duas uma, ou não tem experiência política ou usa mesmo da má fé. Editou e publicaram dois decretos esse ano de 2017 com o mesmo teor, tentando reduzir e acabar com gratificações. Não conseguiram. Uma administração que demitiu os cargos em comissão e contratados, obrigando-os a continuarem trabalhando. Perdoem-me a franqueza, mas essa administração está fadada a não dar certo.

Um prefeito que já em seu mandato, acompanhou a inauguração de um Aeroporto na cidade, uma Escola Técnica Cidadã, uma Adutora que beneficiou toda população da Zona Norte, que receberá em breve um Teatro moderno e um IML – Instituto de medicina legal, obras que ultrapassam trinta milhões de reais investidos e não é capaz de reconhecer tamanha importância dessas obras. Muito pelo contrário, faz criticas e mais criticas ao governador do Estado, Ricardo Coutinho. Esse governo, não faz do jeito certo, está fadado ao fracasso.

Por fim, esperamos que as promessas desses recursos alocados pelo Governo Federal possam chegar realmente à prefeitura e essas promessas saiam do papel, mudando a marca dessa gestão, que é de não cumprir suas promessas. Pagar os servidores dentro do mês trabalhado, fazer estradas da zona rural duas vezes por ano, realizar eventos de Natal e Ano Novo, retirar as antenas do cristo rei, transformar a Secretaria Executiva de Cultura em secretaria de primeiro escalão. Enfim, é preciso mudar a rota, rever ações e enxergar no Governo do Estado da Paraíba, um parceiro e não um adversário.

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