Em audiência sobre TCM, deputado diz que Ricardo é o “terrorista” da Paraíba

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Durante audiência pública realizada na tarde desta quarta-feira (30) na Câmara Municipal de João Pessoa para discutir a implantação do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), o deputado estadual Bruno Cunha Lima (PSDB) fez um duro discurso contra o governador Ricardo Coutinho (PSB). Em suas declarações, o tucano acusou o socialista de ser o “terrorista” da Paraíba.

“O ataque terrorista da Paraíba tem nome e sobrenome, Ricardo Vieira Coutinho. Como ele não pode mandar no TCE, ele quer criar seu próprio Tribunal. Estamos para perder a Coteminas e a Alpargatas e este mesmo governador que incita a base a pedir votos na Assembleia para a instalação do TCM deixou a UEPB cinco meses em greve da UEPB e governador não deu uma palavra. Estamos falando de um governador que está sacando R$ 20 milhões das secretarias municipais de saúde porque não tem recursos para investir e pediu R$ 100 milhões de empréstimos em 10 dias “, disse.

O parlamentar lembrou que enquanto o país enfrenta uma crise financeira e política, e sobretudo, moral, o chefe do executivo estadual trabalha para criar mais despesas ao estado. Ele também confirmou que a bancada de oposição irá protocolar na Justiça um pedido para anular a sessão da última quarta-feira (26) que aprovou um requerimento de indicação para o Poder Executivo enviar ao Poder Legislativo um Projeto de Emenda à Constituição (PEC) para criar o TCM.

Os deputados Tovar Correia Lima e Camila Toscano, ambos do PSDB, também marcaram presença na audiência pública Na ocasião, eles revelaram já terem sido procurados por colegas de Parlamento em busca de voto para ocupar cadeiras de conselheiro do provável órgão controlador. Para Camila Toscano, a Paraíba está vivenciando um “rolo compressor”.

A vereadora Raíssa Lacerda (PSD), autora da audiência pública, elencou dez motivos contrários à instalação do TCM.

“Isso é um desrespeito aos concursados, isso só interessa a uma manobra politiqueira, é uma insanidade administrativa, oportuna só para a política. A criação do TCM só irá gerar mais demissões no estado e só servirá para continuar a politicagem”, lamentou.

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