CPI do Osso: após visita ao Trauminha, oposição pretende instalar comissão para apurar irregularidades

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Durante a Caravana da Oposição realizada na quarta-feira (30) no Ortotrauma de Mangabeira, conhecido como Trauminha, foram apontadas diversas irregularidades na unidade hospital, com destaque para a superlotação e supersalário de alguns profissionais. O vereador Marcos Henriques (PT) comentou, na manhã desta quinta-feira (30), sobre as remunerações, que chegaram a R$ 42 mil.

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“Os indícios são muito fortes. Na verdade o que a empresa na qual fornece todo esse material tem o mesmo sobrenome de um médico que vem sistematicamente recendo um valor que destoa muito dos demais médicos dos esforços concentrados de cirurgia”, afirmou o vereador.

Para o petista, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com objetivo de investigar essas irregularidades deveria ser instalada, e a oposição vai trabalhar nisto. “Acho que essa investigação se faz necessário, e nós da oposição iremos nos reunir para avaliar a possibilidade de instalação da CPI do Osso”, disse; acrescentando que os oposicionistas vão “trabalhar para ter apoio”.

Conforme Marcos Henriques, não quer dizer que já há ilícitos, mas que tudo precisa ser apurado. “Pelo menos eles vão ter que ir para a mídia dizer porque não querem investigação. Os indícios são fortes. Cada um que arque com o ônus”, finalizou.

O líder da oposição, Bruno Farias (PPS) também tratou sobre a instalação da CPI do Osso. “Vamos propor, porque houve a informação aqui por parte da bancada de governo que essa empresa foi contratada para prestar serviços à Prefeitura na época que Ricardo Coutinho era prefeito. Eu fiz uma pesquisa rápida e de 2005 a 2012, nas gestões Ricardo e Luciano Agra, essa empresa recebeu algo em torno de R$ 503 mil reais. De 2013 a 2015 recebeu R$ 6 milhões na gestão de Cartaxo”, declarou.

Farias ainda revelou que “haverá um voto de repúdio ao médico pelo tratamento do médicos com os parlamentares”.

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